Prometi pra mim mesma não fazer ninguém sofrer nessa vida. E acho que talvez alguém venha sofrendo. Desculpe-me por não conseguir deixar as coisas dentro de mim, por ter essa coisa de expor e mexer com (ou falar de) meus sentimentos como quem brinca com a comida. É imprudente e talvez injusto, mas preciso expor: do contrário eu explodiria.
Desculpe-me por todas as patadas e tudo mais. Por essa bipolaridade que me faz mandar um email rindo e outro ressentido no mesmo dia. Desculpa se às vezes pareço não respeitar tudo aquilo que se viveu e talvez transparecer regret. Não há arrependimento, só não quero nunca mais sofrer assim.
Desculpe-me ainda por falar que quero tentar sumir e que deverias se afastar quando eu mesma ajo de maneira contrária: é costume. Desculpa ainda se pareço muito feliz e conformada e isso te faz pensar que já estou em um estágio de superação avançadíssimo: é a melhor maneira que encontrei de mascarar minha dor.
Desculpa por não ter conseguido tentar mais essa vez. Mas sabes que eu não conseguiria e tenho certeza que você se pergunta até mesmo se você conseguiria. Só precisamos ficar em paz: com nós mesmos, um com o outro, enfim. Tentarei de todas as maneiras lhe deixar respirar agora: por mais difícil que seja.
Claro que me sinto mal, claro que resmungo dia e noite (perguntem à irmã e amigas). Contudo não guardo mágoas e ressentimentos. Seja com quem ou como for, eu lhe quero feliz, não preciso de nada mais que isso.
Obrigada por ter sido corajoso o suficiente pra entrar nessa comigo, mesmo sabendo que eu era esse absurdo de pensamentos/auto crítica/controvérsias ambulante. Você não se 'assustou' o que por si só já é muito raro.
Graças à tudo, agora eu sei que vivi um grande amor. E como já dizia Vinícius de Moraes: "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure"
(Evelise Kowalczyk dos Santos)
0 comentários:
Postar um comentário